A verdade é que todos gostamos de ter as pessoas nas mãos. E principalmente: não fazer questão delas. Luto contra meu instinto cego de entrega o tempo inteiro, tentando não fazer questão de nada, nem ninguém.
A vulnerabilidade do ser humano é incrível. Tanto física quanto emocional. Qualquer decepção nos abala, qualquer faca nos corta. Qualquer palavra mais afiada nos deixa pensando por horas, qualquer interpretação nos deixa neuróticos. Rejeição nos causa danos pra uma vida. Temos um medo incomensurável de sermos descartados, ou não aceitos.
Por agora, não sei sequer o motivo de ter começado o texto. Talvez, por medo de não fazerem questão de mim, ou até mesmo, por já não fazerem.
E, vamos seguindo nossa vida, tentando não fazer questão de ninguém, nos distraindo com outras pessoas ao invés de insistir e mendigar afeto de quem não nos quer, fingindo que não nos importamos, e que tanto faz.
Por enquanto, dói. Mas é pra não fazer doer ainda mais depois.
Isabella Grobério.









